2017 começa com queda nos financiamentos de imóveis

Entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 os financiamentos imobiliários somaram R$ 46,4 bilhões, resultado 33,4% menor ao período anterior. Já em relação ao número de unidades foram financiados 199,4 mil imóveis, com retração de 36% em relação ao período anterior

No primeiro mês de 2017, o volume de financiamentos imobiliários concedido com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) apresentou um recuo de 5,8% em relação a janeiro do ano passado e de 42,3% em comparação ao mês anterior. Ao todo, foram 13,2 mil imóveis financiados e R$ 3,11 bilhões movimentados. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017 os financiamentos imobiliários somaram R$ 46,4 bilhões, resultado 33,4% menor ao período anterior. Já em relação ao número de unidades foram financiados 199,4 mil imóveis, com retração de 36% em relação ao período anterior.

Com o resultado deste mês, a Abecip mantém a estimativa que o crédito imobiliário mostrará estabilidade e poderá ter uma pequena alta em 2017, fortalecida pela acentuação da queda do juro básico.

Mesmo quando positivo, os valores apresentados no mês de janeiro de cada ano não costumam ser um indicativo do comportamento do crédito imobiliário, já que neste mês há sempre um recuo devido a gastos extras do começo do ano (IPTU, IPVA, etc.).

Setor de construção deve ter breve melhora para 2017

Após aumentos consecutivos ao longo dos últimos meses de 2016, o Índice de Expectativas do Mercado Imobiliário de Porto Alegre (POA) – Rio Grande do Sul-, no penúltimo mês do ano passado, apresentou um recuo de 4,6%. O índice que exibiu maior contração foi o do Mercado Atual, que recuou 12,5% em relação a outubro, ficando em 83,7 pontos. O Índice de Curto Prazo, que capta as expectativas para os próximos seis meses, contraiu 3,2%. O Índice de Médio Prazo (expectativas para os próximos 12 meses), manteve-se estável, variando apenas 0,1%.

A expectativa é de que o ano de 2017 seja melhor que o de 2016, porém sem otimismo.

Como impulsionar o setor diante da crise que vive o país?

Aprovar as reformas que estão em andamento no Congresso Nacional e que a área econômica do governo continue a implementação da redução da taxa de juros básicos, estimulando a retomada dos investimentos na economia brasileira.

Quais as últimas tendências do setor de construção civil em materiais?

Materiais que se adequem à nova norma de desempenho, ou seja, materiais que privilegiem o isolamento acústico entre os apartamentos e materiais que atendam um conforto térmico melhor. A principal inovação dos últimos anos é a evolução dos equipamentos de proteção e segurança do trabalhador da construção civil.

 

Projeções do Mercado Imobiliário para 2017

Existe uma ideia de possível melhora para o mercado imobiliário brasileiro em 2017.

Variáveis que contribuem para uma melhora do mercado imobiliário em 2017 são, dentre outras:

Inflação em queda
A inflação brasileira saiu de 10,7% em 2015 para, aproximadamente, 7,2% em 2016.

Para esse ano, a projeção do mercado financeiro para a inflação é de 5,07%, segundo o BC no último Relatório de Inflação.

A tendência é que se consiga atingir a meta central de inflação de 4,5% estipulada para o próximo ano.

Taxa de juros reduzidas
Quado alta, a taxa de juros, onera o crédito e colabora pra inibir o consumo das famílias e a injeção de capital das empresas, variáveis absolutamente necessárias para a recuperação do crescimento da economia.

Para esse ano a projeção da taxa de juros é de 11%.

Produto Interno Bruto (PIB)
O crescimento do PIB é uma variável que pode contribuir muito para a recuperação do mercado de imóveis, posto que desempenha o papel de medir o comportamento da economia brasileira, além de ser a junção de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro.

Assim perspectiva é favorável ao mercado imobiliário, visto que o Banco Central enxerga um cenário diferente para 2017 e mais satisfatório do que o visto no ano anterior. A instituição avisou que o PIB deve crescer 1,3% nesse ano.

O FMI também vê crescimento do PIB em 2017. Segundo a entidade é esperado que a economia brasileira atinja seu ponto mais baixo no início de 2017 para ter um crescimento positivo do segundo semestre em diante.

Outros indicadores diversos
Além de tudo o que foi mencionado, de acordo com o BC, a projeção é de que outros indicadores voltem a crescer. Os investimentos devem chegar ao fim desse ano maravilhoso com uma alta de 5%.

No consumo das famílias, espera-se que mais números positivos sejam apontados: prevê-se uma alta de 0,8% em 2018.

Economia voltando a ficar forte
No cenário de retração econômica, os bancos se tornam mais chatospara conceder empréstimos.

Mas para 2017, preve-se que haja redução de juros, acabando por aquecer a economia. Isso gera:

— Melhora na confiança e renda do consumidor

— Redução na inadimplência

— Aumento dos empregos

— Mais crédito imobiliário, com um menor custo

— Volta do crescimento do mercado imobiliário

O setor imobiliário depende diretamente da situação do país, e já é possível prever uma melhora econômica para os próximos anos. Com a retomada do crescimento econômico e os ajustes que devem ser feitos no cenário político, a ideia é que o mercado imobiliário melhore ao longo de todo esse ano.